Quando compreendido no sentido mais literal, o amor é um entre os poderes específicos da alma, manifestado especialmente através das emoções. Quando, porém, é definido em seu sentido mais amplo, o amor é a luz e o "espírito" da vida, que transforma os estados de potencial em realidade, desenvolvendo a abrindo completamente todos os variados poderes da alma. Neste sentido, o amor não é apenas uma qualidade específica da alma, mas um poder geral, presente na escala completa de propriedades intelectuais, emocionais e intrínsecas da psique humana. Esta luz do amor é a "luz do Eterno, bendito seja," cujo ímpeto para criar o mundo e os meios que usou ao fazê-lo é o amor. Aí repousa o segredo da luz sendo o ato criativo inicial do primeiro dia da Criação. Dessa maneira, o amor é a força criativa ou fluxo de energia que vêm de D'us até a "realidade". A carência de amor é, por analogia, um estado de trevas, com tudo que a imagem de trevas e carência, melancolia e depressão representam.

"D'us desejava ter uma morada nos mundos inferiores" (Midrash Tanchuma Nasso 16). O conceito de D'us "descendo" através da Criação a mundos progressivamente inferiores é de tal forma que Ele ao final reúne-se e apega-se ao mundo, o objeto de Seu amor. Similarmente, aquele que ama "desce" ao nível de seu amado, assegurando-se que o amor desejado realmente atinja e preencha seu recipiente. Não se pode esperar uma conexão com outros quando se permanece distante e isolado. Apenas quando se desce da "torre de marfim" do ego, o amor pode manifestar-se.

Em 1948 Joseph Campbell observou que nas “ sociedades progressistas” cada vestígio da antiga herança de rituais, moralidade e arte estava em plena decadência. Hoje, a decadência exteriores avançou algumas décadas , mas, curiosamente,há uma nova esperança, pois a decadência nos obriga a ficar alertas e consciente de nossas ações e a buscar novas fontes e recursos para nossa vida. As pessoas não suportam mais a aridez espiritual e a falta de sentido de viver tanto tempo superficialmente mesmo de forma bem sucedida.
O problema é que as linhas de comunicação entre as dimensões do consciente e do consciente na psique humana têm sofrido uma dura erosão devido á nossa concentração nas realidades exteriores e superficial e á negação dos mundos interiores mas profundos. Quem mais sofreu com tudo isso foi a alma: ou foi abandonada como algo inexistente ou considerada tão efêmera a ponto de não merecer atenção. Na pior das hipóteses, como um deposito de lixo, foi entulhado com toda a sorte de projeções que não encontram outra vazão.
Embora hoje as pontes entre as realidades oferecidas pelas grandes religiões possam estar em mau estado de conservação, essas doutrinas religiosas também se fecundam entre si numa nova conjunção sagrada das almas de cada fé. Enquanto os deuses e guias do Oriente Ocidente, do norte e do Sul tornam-se disponível para todos nos, e entre si, isso cria muitas novas conexões fascinantes com o plano do espirito. Antena e mulher aranha se encontram e trocam ideias. Isis e Sofia, o principio feminino da sabedoria, tração sua linhagem comum. Juntos, apolo e Krishna fazem dueto de lira e flauta. Oya, a deusa selvagem da Africa, troca informações sobre plantas com a grega Deméter e historia de triunfos com Durga, da Índia.
A crescente ameaça de desastre ecológico milagrosamente provou uma renovada avaliação da natureza, dos plantas e dos animais, e do fascinante mistério do movimento do sol, da lua e das estrelas. Assim como ocorria na Antiguidade essa avaliação arrebatadora enriquece nosso conhecimento e fornece a estrutura para novas pontes de comunicação e comunhão com a natureza Com isso esta havendo um fervoroso renascer do interesse pela realidades arquetípicas, sem o que não se pode ter uma verdadeira compreensão da natureza e da pratica do mito, pois os arquétipos são habitante do mundo do mito e das grandes lendas. Talvez sejam os criadores desse mundo. Aprender a se tornar um “co-criador” com um ou muitos arquétipos significa aprender a construir pontes para os níveis da fonte, da alma e da vida.
Procurar e testar esses padrões de parceria dos lugares onde os encontramos encravados e encarnados nas grandes lendas da humanidade, esperando para introduzir mudanças evolutivas em nossa vida, é a essência do trabalho, pois utilizamos o mito e a lenda como base e para fornecer diretrizes, também se torna um “jogo de perigos mortais”, como nos lembra Robert Frost, “por amor céu e ao futuro”.
(Do Livro I.O. A Paixão de duas Almas! )


A CIÊNCIA - Nunca me fareis acreditar na existência de Deus.
A FÉ - Não tendes o privilégio de acreditar, mas nunca me provareis que Deus não existe.
A CIÊNCIA - Para vo-lo provar, é preciso que, em primeiro lugar, eu saiba o que é Deus.
A FÉ - Não o sabereis nunca. Se soubésseis, poderíeis ensinarmo, e, quando eu o soubesse, não mais acreditaria nele.
A CIÊNCIA - Acreditais, então, sem saber em que estais acreditando?
A FÉ - Ali! não joguemos com as palavras. Sois vós quem não sabeis em que eu acredito, precisamente porque vós não o sabeis. Tendes a pretensão de ser infinita? Não sois interrompida a cada instante pelo mistério? O mistério é para vós uma ignorância que reduziria ao nada o finito de vosso saber, se eu não o iluminasse com minhas ardentes inspirações, e quando dizeis: Eu não sei mais, eu gritaria: Quanto a mim, começo a acreditar.
A CIÊNCIA - Mas vossas aspirações e seu objeto são e só podem ser hipóteses para mim.
A FÉ - Sem dúvida, mas são certezas para mim, uma vez que sem essas hipóteses eu duvidaria até mesmo de vossas certezas.
A CIÊNCIA - Mas, se começais onde eu paro, começais temerariamente muito cedo. Meus progressos atestam que eu ando sempre.
A FÉ - Que importam os vossos progressos, se ando sempre na vossa frente?
A CIÊNCIA - Tu, andar! sonhadora da eternidade, desdenhaste demais a terra, teus pés estão dormentes.
A FÉ - Sou carregada por meus filhos!
A CIÊNCIA - São cegos que carregam um outro, cuidado com os precipícios!
A FÉ - Não, meus filhos não são cegos, muito pelo contrário, desfrutam de dupla visão, vêem por teus olhos o que tu podes demonstrar para eles na terra e contemplam, pelos meus, o que lhes mostro no céu.
A CIÊNCIA - O que a razão pensa disso?
A RAZÃO - Penso, ó caras mestras, que poderíeis realizar um apólogo tocante, o do paralítico e o do cego. A ciência censura a fé por não saber andar na terra, e a fé diz que a ciência não vê nada no céu das aspirações e da eternidade. Ao invés de brigarem, ciência e fé deveriam unir-se: que a ciência carregue a fé e a fé console a ciência, ensinando-lhe esperar e amar.
A CIÊNCIA - Essa idéia é bela, mas é uma utopia. A fé dir-me-á absurdos, e eu quero andar sem ela.
A FÉ - O que é que chamais de absurdos?
A CIÊNCIA - Chamo de absurdos as proposições contrárias às minhas demonstrações, como, por exemplo, que três são um, que um Deus fez-se homem, isto é, que o infinito fez-se finito. Que o Eterno morreu, que Deus puniu seu filho inocente pelo pecado dos homens culpados...
A FÉ - Não digas mais nada. Externadas por ti, essas proposições são, de fato, absurdos. Por acaso sabes o que é o número em Deus, tu que não conheces Deus? És capaz de raciocinar sobre as operações do desconhecido? És capaz de entender os mistérios da caridade? Devo ser sempre absurda para ti, pois se entendesses minhas afirmações, elas seriam absorvidas por teus teoremas; eu seria tu, e tu serias eu, para dizer melhor, eu não existiria mais, e a razão, em presença do infinito, deter-se-ia sempre cegada por tuas dúvidas tão infinitas quanto o espaço.
A CIÊNCIA - Pelo menos, nunca usurpes minha autoridade, não me desmintas em meus domínios.
A FÉ - Nunca o fiz, e não posso nunca o fazer.
A CIÊNCIA - Assim, nunca acreditaste, por exemplo, que uma virgem possa ser mãe sem deixar de ser virgem, e isso na ordem física, natural e positiva, a despeito de todas as leis da natureza; não afirmas que um pedaço de pão é não somente um Deus mas um corpo humano verdadeiro, com ossos e veias, órgãos, sangue, de maneira que fazes de teus filhos que comem esse pão um povinho antropófago.
A FÉ - Não é cristão quem não se revolte com o que acabaste de dizer. Isso prova o suficiente que eles não entendem meus ensinamentos dessa maneira positiva e grosseira. O sobrenatural que afirmo está acima da natureza e não poderia, por conseguinte, opor-se a ela, as palavras de fé só são compreendidas pela fé; nada que, em as repetindo, a ciência desnature. Sirvo-me de tuas palavras, porque não tenho outras; mas uma vez que achas meus discursos absurdos, deves concluir que dou a essas mesmas palavras um significado que te escapa. O Salvador, ao revelar o dogma da presença real, não disse: A carne aqui não tem nenhuma serventia, minhas palavras são espírito e vida? Não te apresento o mistério da encarnação como um fenômeno de anatomia nem o da transubstanciação como uma manifestação química. Com que direito gritarias ao absurdo? Eu não raciocino sobre nada do que conheceis; com que direito dirias que eu disparato?
A CIÊNCIA - Começo a te compreender, ou melhor, vejo que nunca te compreenderei. Nesse caso, continuemos separadas, nunca precisarei de ti.
A FÉ - Sou menos orgulhosa e reconheço que me podes ser útil. Talvez também sem mim estarias bem triste e bem desesperada, e não quero separar-me de ti, a menos que a razão o consinta.
A RAZÃO - Não façais isso. Sou necessária a ambas. E eu, que faria sem vós? Preciso saber e crer para ser justa. Mas nunca devo confundir o que sei com o que acredito. Saber não é mais acreditar, acreditar não é saber ainda. O objeto da ciência é o conhecido, a fé não se ocupa dele e deixa-o inteiramente à ciência. O objeto da fé é o desconhecido, a ciência pode buscá-lo, mas não defini-lo; é portanto forçada, pelo menos provisoriamente, a aceitar as definições da fé que lhe é até mesmo impossível de criticar. Somente se a ciência renuncia à fé, renuncia à esperança e ao amor, cuja existência e necessidade são, no entanto, tão evidentes para a ciência quanto para a fé. A fé, como fato psicológico, pertence ao domínio da ciência, e a ciência, como manifestação da luz de Deus na inteligência humana, pertence ao domínio da fé. A ciência e a fé devem, portanto, aceitar-se, respeitar-se mutuamente, até mesmo sustentar-se e socorrer-se nas necessidades, mas sem nunca usurpar uma à outra. O meio de as unir é nunca as confundir. Mas não deve haver contradição entre elas, pois servindo-se das mesmas palavras não falam a mesma língua.
A FÉ - Pois bem! irmã ciência, o que dizeis disso?
A CIÊNCIA - Digo que estávamos separadas por um deplorável mal-entendido e que, doravante, podemos andar juntas. Mas a qual de seus símbolos vais-me associar? Serei judia, católica, muçulmana ou protestante?
A FÉ - Continuarás sendo a ciência e serás universal.
A CIÊNCIA - Ou seja, católica, se bem compreendo. Mas o que devo pensar das diferentes religiões?
A FÉ - Julga-as por suas obras. Procure a caridade verdadeira e, quando a tiver encontrado, pergunta-lhe a que culto pertence.
A CIÊNCIA - Não será certamente ao dos inquisidores e dos carrascos da Noite de São Bartolomeu.
A FÉ - É ao de São João, o Esmoler, de São Francisco de Sales, de São Vicente de Paulo, de Fenelon e de tantos outros.
A CIÊNCIA - Reconheceis que, se a religião produziu algum bem, fez também muito mal.
A FÉ - Quando se mata em nome do Deus que disse: Não matarás, quando se persegue em nome daquele que quer que se perdoe os inimigos, quando se propaga trevas em nome daquele que não quer que se oculte a luz, será justo atribuir o crime à própria lei que o condena? Dize, se quereis ser justa, que, apesar da religião, muito mal foi feito na terra. Mas, também, quantas virtudes ela fez nascer, quantos devotamentos e sacrifícios ignorados? Contaste estes nobres corações de ambos os sexos que renunciaram a todas as alegrias para se pôr ao serviço de todas as dores? Essas obras devotadas ao trabalho e à oração que passaram fazendo o bem? Quem pois fundou asilos para os órfãos e os idosos, hospícios para os doentes, retiros para o arrependimento? Essas instituições tão gloriosas quanto modestas são obras reais de que os anais da Igreja estão cheios; as guerras de religião e os suplícios dos sectários pertencem à política dos séculos bárbaros. Os sectários, aliás, eram eles próprios assassinos. Esquecestes a fogueira de Miguel Servet e o massacre de nossos padres renovado ainda em nome da humanidade e da razão pelos revolucionários inimigos da inquisição e da Noite de São Bartolomeu? Os homens são sempre cruéis, quando esquecem a religião que os abençoa e perdoa.
A CIÊNCIA - Ó fé, perdoa-me então se não posso acreditar, mas sei agora por que és crente. Respeito tuas esperanças e partilho de teus desejos. Mas é pesquisando que eu encontro e é preciso que eu duvide para pesquisar.
A RAZÃO - Trabalha e procura, então, ó ciência, mas respeita os oráculos da fé. Quando tua dúvida deixar uma lacuna no ensinamento universal, permite à fé preenchê-la. Andai distintas uma da outra, mas apoiadas uma na outra, e nunca vos separeis.
(Texto extraído de um Grande Livro)

O substantivo lat.. fides, lealdade, sinceridade, retidão, fidelidade, cognato do verbo lat. Fidere, confiar, ter confiança é o étimo em todas as línguas românicas. A bíblia da vários exemplos, mas a única definição formal dessa atitude esta em (Hbr 11,1) “A fé é a certeza de coisas que não se esperam a convicção de fatos que se não vêem”. No Antigo Testamento os Judeus crentes, acreditavam que essa justiça se espalharia por toda a criação. Baseados na fé entenderam que o maior de todos o mandamento era este: ”Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de toda a tua força”.
No Budismo através da Fé prática e estudo o Butsativa atinge a iluminação, foi quando a minha fé no caminho da reintregração, me fez encontrar com deuses que para mim eram pagãos mais que através da minha fé, mostrou o que estava escrito na história e que eu poderia ver mesmo nas escrituras.
“Deus” esse foi o motivo da minha busca, na adolescência fui batizado em uma igreja evangélica onde tínhamos anualmente que ler as escrituras, chamadas de “Ano Bíblico”. Muitas passagens das escrituras me chamaram atenção, uma delas, em especial, foi dita por Jesus, o Cristo, que diz: “A casa do meu pai tem muitas moradas...” I João 14, inconscientemente meditei sobre o que essa frase quis dizer, e sempre em minhas orações pedi a Deus que me guiasse para o caminho correto, o caminho que lhe agradasse e nessa busca mesmo no meio de dogmas e costumes, buscava as moradas de meu pai com sinceridade, de coração puro, pois não duvidava das escrituras, a minha dúvida estava na sua criação, pois, muitas vezes, ao ler as escrituras via que existiam aqueles que agradavam a Deus, e aqueles que desagradavam a seu Criador.
Imaginei! Se em uma época em que se vivia pela fé tivemos homens que eram injustos, porque não hoje? Mas minhas orações, eu creio, sempre foram muito sinceras.
Em toda essa imensidão, em todo o planeta que foi uma criação divina, porque, eram enfatizadas umas minorias de homens? E os outros homens? E os outros continentes? Porque Deus escolheu o Oriente Médio? Cada vez mais minhas orações se tornavam direcionadas a esse caminho a essas respostas. A fé que eu tenho me dá a firmeza de pisar em solo sagrado, porque sei que o Deus em que eu confio “criou o céu e a terra...” E me tornei buscador pela fé! Creio que estou sendo guiado como toda criatura de volta a luz! Deus me guia independente da minha condição de vida, pois se eu estou aqui em busca dos Arcanos, outros que vão passar, nessa vida vão nascer, crescer e morrer para que em outra existência quando estiverem preparados vão chegar, mais perto da Luz. É quando despertará o desejo de amor e da graça de Deus.

Caminhando


Dê-me, Senhor, um coração inabalável, que nenhum sentimento indigno possa rebaixar; Dê-me um coração inconquistável, que nenhuma tribulação possa desviar. Conceda-me Senhor meu Deus, compreensão para conhecê-Lo, zelo para buscá-Lo, sabedoria para encontrá-Lo e fidelidade para finalmente abraça-Lo.